Abrindo-se a novas possibilidades parte I

17/04/2018

    Estou sentindo que preciso me movimentar mais em direção a mim mesma e imaginei que muita gente poderia estar sentindo o mesmo, porém, talvez sem perceber com clareza essa necessidade. Qual poderia ser a linguagem disso, então?

    Estar constantemente no piloto automático; insatisfações com as atividades cotidianas; com o mesmo modo de fazer as coisas; com as mesmas opções de quase tudo. Com indiferença, raiva e defensivas em demasia (mesmo que não demonstre); com as regras e sistemas de crenças dos outros nos quais podemos nos sentir obrigados a participar/aderir por pura lealdade, impulso ou sobrevivência...com as distrações que não movem um "músculo" nosso para novas paixões, experiências e conhecimentos na vida. E, assim, vivemos uma normose.

    O que é normose?
    Algo tipo "meia boca", não tá ruim, não tá bom, tá na média acostumada e legitimada. E vai-se levando sem perceber a morbidade desse quase "não" movimento; a energia vital comprometida, comprometendo, assim, a qualidade de nossas vidas: um pinga-pinga de dias-após-dias.

Para avaliar o grau de normose em que nos encontramos, podemos observar como anda o nível de prazer que temos ao realizarmos as atividades diárias, e isso pode incluir observarmos as interações - ou não - em mídias sociais e na vida social não virtual.

Perceba o quanto você aprende com as pessoas em todos os níveis que puder considerar e observe o quanto permanece apenas na superficialidade, sem contribuir para uma transformação de si mesmo nas interações ou nas suas atividades "rotineiras".

... diariamente estamos à mercê dos infindáveis estímulos externos sem uma devida orientação, preparo e/ou tempo para os processos internos, sem nos ouvirmos e considerarmos o que de fato nos move, traz alegria, realização e faz a diferença!

Em se tratando da rede virtual, avalie o quanto você é sugestionável e replica posts sem questionar o conteúdo e a fonte, e o quanto você tem usado o discernimento, a generosidade, o respeito e a consideração nas interações (sejam de que tipo forem).

E quanto do seu tempo é gasto com visualizações e replicagens que fazem você se sentir em menos-valia? Os posts de psicologia positiva - aqueles que dão fórmulas prontas de "como isso e como aquilo" para você ser feliz - sem profundidade alguma - na maior parte das vezes costumam evocar um sentimento de incapacidade na resolução dos problemas devido à tamanha facilidade de ações propostas em cruéis "três linhas". Um pensar positivo requer muito mais que um pensar positivo (não permaneça no reducionismo da fórmula para a felicidade).

Então, diariamente estamos à mercê dos infindáveis estímulos externos sem uma devida orientação, preparo e/ou tempo para os processos internos, sem nos ouvirmos e considerarmos o que de fato nos move e traz alegria, realização e faz a diferença!

Antes de continuar observo o seguinte: estou apenas compartilhando umas propostas de percepções e na melhor da hipótese, estimulando um novo olhar, porém, o "dono da bola" é quem lê. Este texto não tem por objetivo criticar escolhas ou ser receitinha para a felicidade. Vai além, é pretensioso, ok? Rs. Muitos verbos usados aqui estão no imperativo, mas qualquer um pode descobrir por si e fazer do próprio jeito. E sentir o um chamado interno e aprender a ouvi-lo costuma ser o mais adequado (mas isso requer um certo treino, atenção e confiança).

Continua...

Por Karla Ramonda (Facilitadora profissional de PSYCH-K® e Praticante credenciada de EMF Balancing Technique®).

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