Abrindo-se a novas percepções e possibilidades sem culpa

03/06/2017

    Estou sentindo que preciso me movimentar mais em direção a mim mesma e imaginei que muita gente poderia estar sentindo o mesmo, porém, talvez sem perceber com clareza essa necessidade. Qual poderia ser a linguagem disso, então?

    Estar constantemente no piloto automático; insatisfações com as atividades cotidianas; com o mesmo modo de fazer as coisas; com as mesmas opções de quase tudo. Com indiferença, raiva e defensivas em demasia (mesmo que não demonstre); com as regras e sistemas de crenças dos outros nos quais podemos nos sentir obrigados a participar/aderir por pura lealdade, impulso ou sobrevivência...com as distrações que não movem um "músculo" nosso para novas paixões, experiências e conhecimentos na vida. E, assim, vivemos uma normose.

    O que é normose?
    Algo tipo "meia boca", não tá ruim, não tá bom, tá na média acostumada e legitimada. E vai-se levando sem perceber a morbidade desse quase "não" movimento; a energia vital comprometida, comprometendo, assim, a qualidade de nossas vidas: um pinga-pinga de dias-após-dias.

Para avaliar o grau de normose em que nos encontramos, podemos observar como anda o nível de prazer que temos ao realizarmos as atividades diárias, e isso pode incluir observarmos as interações - ou não - em mídias sociais e na vida social não virtual.

Perceba o quanto você aprende com as pessoas em todos os níveis que puder considerar e observe o quanto permanece apenas na superficialidade, sem contribuir para uma transformação de si mesmo nas interações ou nas suas atividades "rotineiras".

... diariamente estamos à mercê dos infindáveis estímulos externos sem uma devida orientação, preparo e/ou tempo para os processos internos, sem nos ouvirmos e considerarmos o que de fato nos move, traz alegria, realização e faz a diferença! 

Em se tratando da rede virtual, avalie o quanto você é sugestionável e replica posts sem questionar o conteúdo e a fonte, e o quanto você tem usado o discernimento, a generosidade, o respeito e a consideração nas interações (sejam de que tipo forem).

E quanto do seu tempo é gasto com visualizações e replicagens que fazem você se sentir em menos-valia? Os posts de psicologia positiva - aqueles que dão fórmulas prontas de "como isso e como aquilo" para você ser feliz - sem profundidade alguma - na maior parte das vezes costumam evocar um sentimento de incapacidade na resolução dos problemas devido à tamanha facilidade de ações propostas em cruéis "três linhas". Um pensar positivo requer muito mais que um pensar positivo (não permaneça no reducionismo da fórmula para a felicidade).

Então, diariamente estamos à mercê dos infindáveis estímulos externos sem uma devida orientação, preparo e/ou tempo para os processos internos, sem nos ouvirmos e considerarmos o que de fato nos move e traz alegria, realização e faz a diferença!

Antes de continuar observo o seguinte: estou apenas compartilhando umas propostas de percepções e na melhor da hipótese, estimulando um novo olhar, porém, o "dono da bola" é quem lê. Este texto não tem por objetivo criticar escolhas ou ser receitinha para a felicidade. Vai além, é pretensioso, ok? Rs. Muitos verbos usados aqui estão no imperativo, mas qualquer um pode descobrir por si e fazer do próprio jeito. E sentir o um chamado interno e aprender a ouvi-lo costuma ser o mais adequado (mas isso requer um certo treino, atenção e confiança).


Reconhecer o que é importante e sair do normal mórbido repetitivo

Você pergunta a si mesmo/a. Você responde. Você confia nas suas respostas. Anote-as.

O que me acrescenta e me torna mais integrado e mais produtivo comigo mesmo/a e incrementa o meu mundo, o meu entorno?Como estou escolhendo e ofertando?Beneficia a quem e de que maneira?Com o que posso lidar agora? E que qualidade imprimo nisso?

Fiz todos esses questionamentos a mim mesma avaliando o grau de prazer que sinto na minha vida em geral e ao me valer das mídias e aplicativos sociais, por exemplo. Cheguei à conclusão de que eu precisaria usar o que me tira da hipnose e da repetição para explorar e me dedicar ao que de fato me interessa e me acrescenta. Fazer de um jeito que ajude na minha autotransformação e na contribuição de posturas novas mais saudáveis.

Saí dos grupos de "bom dia" do whatsapp e das páginas para as quais fui convidada e aceitei por pura conveniência (para agradar quem também curtiu minha página), estou avaliando quem interage comigo e em que nível e qual o papel e a importância da pessoa em minha vida, tanto passada quanto presente. E se apenas estiver no passado, seguir em frente sem culpa, afinal, se um namoro termina, por qual razão uma amizade tem de se manter eterna? A gente muda, né, gente? E muitas coisas finalizam naturalmente. E quantas vezes por culpa ou conveniência social mantemos coisas e relacionamentos pelo o que ele foi mas não é mais?

A ideia é discernir para realizar escolhas a fim de se ter satisfação e eficácia na automaestria, estando disponível para o autodesenvolvimento de forma mais centrada e consciente, mesmo que seja aos poucos, não importa, isso é com cada um.

Pela minha percepção, também vejo que se não dispormos de um tanto dessa consciência podemos nos dispersar demasiado com o que não acrescenta. Também observo que estamos mudando mais rapidamente e muitas vezes não sabendo lidar com essas mudanças. Mas, creio que a experimentação consciente é fundamental para que se conheça ou saiba "em qual banquinho eu vou querer sentar na sala", hoje, e fazer o meu melhor enquanto isso, não importa quanto tempo dure.

Sinto que fazer "o meu melhor" é eu estar íntegro, inteiro, honesto comigo mesmo na experiência; atento e disponível e quando sentir que a experiência não corresponde mais, não há nada que possa obrigá-lo/a a permanecer, considerando que o principal compromisso é consigo mesmo (de maneira madura com o mundo, ok?) e que há infinitas possibilidades quando se está disponível. E se se sentir em débito por não permanecer, sonde-se porquê.

Que passemos a dar conta de nossas escolhas e possamos continuar amadurecendo no processo. 

Há muito tempo fomos condicionados a escolherem por nós e a repetirmos padrões e sistemas de crenças que não correspondiam aos nossos verdadeiros anseios, assim, proponho um jeito de olhar diferente: agradecer pelas experiências que nos trouxeram até aqui, elas não serão simplesmente descartadas, apenas passaremos a exercer com consciência a nossa maestria e isso começa com asnovas escolhas alinhadas com o nosso propósito interno. Não importa o que o consenso comum diga (a não ser que você dê importância a ele).

Então...
O que eu quero?
Para aonde vou?
Com quem vou ou quem quer e pode ir comigo?
E o que é compatível neste trajeto, agora?

Quero propor escolhas sem medo, sem culpas. Que passemos a dar conta de nossas escolhas e possamos continuar amadurecendo no processo.
E a normose?
Uma pessoa em processo de transformação não permanece no mesmo e, tampouco, na normose: você poderá estar na aventura que o levará ao encontro de si mesmo! E depois, ao encontro do mundo, inevitavelmente.


Karla Ramonda (facilitadora de processos terapêuticos)
41 9929 - 2511 - Curitiba/PR
contato@karlaramonda.com.br
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